To Flávio or not to Flávio?
Certas coisas são difíceis de entender —e pior—, ainda mais difíceis de explicar. Refiro-me a certas dissonâncias que insistem em ecoar pela mídia escrita, falada, e televisada, para serem desmentidas quase instantaneamente pelas "redes sociais", a Nêmesis do Partido dos Traficantes e de toda a esquerda (não merece maiúscula).
Tudo é tentado para descaracterizar e até desumanizar o oponente. Isso não é novidade, bem ao contrário, mas até mesmo em "nossas fileiras" surgem defecções oportunísticas. Será? Vamos analisar alguns casos:
Tarcísio e o alter ego
Parece estar cumprindo bem o seu papel frente ao governo de São Paulo. Não moro lá, vou pouco até lá, mas é senso comum que as coisas estão bem (ou não estão tão mal) naquelas plagas.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, maior população e maior PIB. Só perde para o PIB da União. Só com essa informação, pergunta-se: por que cargas d'água um governador de tal portento se arriscaria numa eleição presidencial, onde poderia perder, quando tem como favas contadas a reeleição para mais um termo no governo do estado? Eu me arriscaria a dizer que o Kassab sabe a resposta, afinal, o vice do Tarcísio é do PSD, sigla da qual o Kassab é o mandachuva. Nessa manobra, só o Kassab ganha. Se o Tarcísio sai para a disputa, Kassab herda o governo de São Paulo; se Tarcísio ganha a presidência, Kassab será o Richilieu do Tarcísio, não há como ele perder.
Eu gostaria de saber o que foi que Kassab soprou nos ouvidos de Tarcísio, porque ele acreditou. Não quero dar títulos ao Kassab, mas ele interpreta bem o papel do Rei da Mentira. Não é preciso ser sábio, apenas ter vivido o suficiente, para notar a mentira, o cambalacho, a contrafação em meio a palavras doces ditas em tons suaves. E foi aí que eu me decepcionei com Tarcísio. Não quero dizer que ele é um incompetente, longe disso, mas nem em mil anos ele se elegeria governador de São Paulo, não recebesse a unção de Jair Bolsonaro. Anotem aí: ele terá menos votos na reeleição que os que teve quando eleito.
De ratos e homens (e outras vaidades)
Pode ser ainda pior, creio eu, já que há nomes como o do deputado Ricardo Salles, ex-PL e agora no Novo, com pretensão de uma posição no Senado mas, a depender do cenário, tentar uma cadeira no Executivo paulista. Salles é bem articulado e atirado. No pleito municipal tentou a Prefeitura, mas foi garfado por Valdemar Costa Neto, Kassab e até o Jair. Sentindo-se traído —e ele o foi—, Salles passou para o Novo, um partido onde ainda se acha alguma ética. Curiosamente, Carol Di Toni também deixou o PL pelo Novo e pelas mesmas razões: conchavos entre caciques políticos do PL (Valdemar e seus ratinhos) que a rifaram para dar sobrevida a Esperidião Amin. É bom ressalvar que Amin tem sido mais "direita" que muitos do PL que só são o que são por se dizerem "bolsonaristas", porém é bananeira que já deu cacho. Devia se aposentar (e se aposentará) porque a outra vaga será Nova. Capisci?
A título de sugestão e nada mais...
São Paulo —e não Minas— será o campo de batalha. Se São Paulo for, Minas e o restante do país, exceção feita a alguns estados do Norte e do Nordeste (fazer o que?) seguirão o mestre. Assim, é imperativo uma boa costura política lá. Fiquei impressionado com a clarividência do Jair ao ungir o filho Flávio e calar a sereia Kassab que encantava o Tarcísio de encontro aos escolhos e da sua morte política. Não sei se as agruras da prisão injusta abriram a mente do Jair, mas é claro para mim que ele é outro animal político agora. O filho Eduardo, pule de dez para o Senado, não poderá concorrer pela ameaça de prisão pelo Xandão. Derrite não presta, então temos o Salles e precisamos de outro bom nome. Alguma sugestão? Comentem aí.👇
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