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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quantos juízes Lula tem no seu bolso?

Trecho de programa conjunto das rádios Band SP e BandNews BSB de hoje, com a participação de Cláudio Humberto, José Paulo de Andrade, Salomão Esper, Rafael Colombo e Joelmir Beting, onde se comenta o voto pró-Contas-Sujas do ministro Dias Tófoli e a revisão do princípio do voto partidário.

BandNewsBSBManhã 120629 (43171-57730) by FaxinaPolítica

Perguntas:
  1. Precisamos de uma "Justiça Eleitoral", essa jabuticaba tão brasileira?
  2. Precisamos de juízes que legislam ao invés de julgar?
  3. Precisamos de uma justiça que, quando julga, reinterpreta a lei segundo uma conveniência partidária?
  4. Que benefício se espera dela? Não é ela que, apesar do alto custo, tarda e falha?
  5. Será que "nossas justiças" promovem mesmo a Justiça ou apenas servem aos patrocinadores dos seus ministros?
  6. Na linha do comentário feito pelo ministro Marco Aurélio sobre a "excomunhão da Justiça Eleitoral", não seria oportuno "excomungar" também a Justiça do Trabalho, outro alto custo e pouco resultado?
  7. E o povo? O que é que o povo ganha disso aí?
Ora, o povo... O povo é só um detalhe!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Açúcar de beterraba — Ou: Entre a chantagem e o subsídio

Do Blog do Camarotti peguei esta pérola (grifos meus):

O desabafo de Eduardo Braga para Guido Mantega


Recentemente, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), teve uma dura conversa com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. E fez um desabafo pelo telefone: “Não sou como outros aliados que surpreendem o governo nas votações. Mas também quero receber tratamento de aliado”.

O líder foi surpreendido com a publicação no decreto da redução de IPI para concentrado de bebidas de 27% para 17%. O decreto afetaria as fábricas de refrigerantes instaladas na Zona Franca de Manaus. Como na Zona Franca há isenção de IPI, essas fábricas perderiam a competitividade.

“Olha Guido, sabe por que Lula teve 81% dos votos no Amazonas? Porque ele soube entender a Zona Franca. A Dilma também teve a maior votação do país no estado. Agora, não dá para ser surpreendido com um decreto, quando tínhamos combinado outra coisa”, avisou Braga.

No outro lado da linha, Guido garantiu que a redução do IPI ficaria em 20% e não mais, em 17%.

Eduardo Braga agora avalia se deixa a liderança do governo para disputar a Prefeitura de Manaus.

Ora, ora... o Brasil é mesmo o país das maravilhas, só não se sabe ao certo quem é a Alice. A Zona Franca de Manaus foi criada há 45 anos (em 1967, no governo militar) para impulsionar o desenvolvimento econômico da Amazônia Ocidental. Sei... Fosse esse impulso aquele de uma lesma manca e a ZFM estaria se movendo a uma velocidade superior à da luz! Eu sei, é impossível, mas depois de quarenta e cinco anos "impulsionando", era para ter dado algum resultado.

Pela dura (ui!) conversa do Braga e pelo recuo estratégico do Mantêga (nunca um sobrenome foi tão apropriado a um ministro tão mole), ainda não deu. É como se faz na França, onde o governo subsidia o açúcar de beterraba ao invés de comprar o nosso de cana, bem mais barato, além de insistirem em nos vender aviões Rafalle. Para ilustrar, somente em termos de produtividade, a cana é 20% mais eficiente que a beterraba; já em termos de safra a diferença sobe à estratosfera.

Mas voltando à ZFM, objeto da celeuma, tanto não deu que neste ano a presidenta Dilma Roussef anunciou que a vigência da zona franca será prorrogada por mais 50 anos! Bestial! Em 45 ela ainda se mostra dependente de subsídios como um guri de mamadeira, e ainda não contribui (ou contribui muito pouco) para o bolo fiscal do país, do estado ou da cidade onde se encontra. A ZFM dá isenção dos impostos de importação (II), de exportação (IE), ICMS (parte), de IPTU, da taxa de licença para funcionamento e da taxa de serviços de limpeza e conservação pública; tudo por 10 anos (ou mais).

Não discuto a necessidade dos subsídios, já que instalar um polo industrial naquelas latitudes exigiria mesmo algum esforço. Mas, convenhamos, passados 45 anos (!) prorrogar por mais 50 (!!) é admissão inconteste de incompetência, e pior, de má fé!

Diz-se sempre que quando uma coisa só existe no Brasil, temos uma jabuticaba. Pois acabamos de descobrir a nossa beterraba. É doce, mas vai custar uma montanha de dinheiro ano a ano por mais meio século. Brasileiro é tão bonzinho...

sábado, 26 de maio de 2012

Da coxia


Vocês verão no texto a seguir que a informação que repasso a vocês é "velha", isto é, já se transcorreu um bom tempo desde que foi escrita. Ainda assim, não deixa de ser interessante lê-la e constatar que há fogo de onde sai a fumaça. Tomei a liberdade de grifar algumas partes.

Depois eu comento.

Até quando?

Será que vamos chegar ao fundo do poço?

Sábado fui ao aniversário de 50 anos do Chico Otávio, repórter do Globo. Lá estavam, entre outros, o Rubens Valente, da Folha, outros “jornalistas investigativos”. Estava também o Wagner Montes, cuja assessora de imprensa na Alerj é amiga do Chico. Soube de informações interessantes:

  1. Coisas mais graves do que as apuradas pela operação Monte Carlo (da PF, criada para investigar Demóstenes e Cachoeira) foram apuradas na operação Las Vegas, que trata de ligações do Cachoeira com a cúpula do Judiciário. Haveria material incriminando (em maior ou menor grau) nove ministros do STJ e quatro do STF. Só que o STF requisitou toda a documentação a respeito, determinando que a PF não ficasse com cópia, e sentou-se em cima da papelada. Isso era sabido não só pelo Chico Otávio (Globo) e pelo Rubens (Folha), mas (pasmem!) pelo Wagner Montes.
  2. Como a área de atuação de Cachoeira é perto de Brasília e ele tem desenvoltura e poder de articulação, ele atua como representante de um pool nacional de contraventores que exploram bingos, caça-níqueis, videopôquer e afins. Não fala só por ele. Daí sua desenvoltura (e seu dinheiro).
  3. Cachoeira é um arquivista compulsivo. Tem gravações telefônicas e em vídeo que comprometem todos os grandes partidos e inclusive gente graúda do governo federal. Tem um vídeo em que dá R$ 1,5 milhão a uma alta figura ligada à campanha da Dilma. O Globo e a Folha tem a informação, mas não sabem quem recebeu o dinheiro. E não têm provas.
  4. O contador de Cachoeira, cuja foto está nos jornais, está em Miami, com cópia de tudo o que ele tem gravado. Se algo acontecer com o patrão, vem tudo à tona.
  5. Cachoeira está chantageando o governo federal. Diz que não vai aceitar a prisão. Diante disso, o PT está pagando os honorários de Márcio Tomaz Bastos (R$ 16 milhões), que o defende e vai de jatinho à penitenciária de segurança máxima de Mossoró, onde Cachoeira está preso.(*) Folha e Globo têm a informação de que é o PT quem paga Márcio, mas não a publicam por falta de provas.

    (*)N.B. Cachoeira foi transferido para o Presídio da Papuda, no Distrito Federal, em 18 de Abril deste ano.


     
  6. Todo mundo está com medo de investigações sobre a Delta. Parece que ela – que contratou Dirceu como “consultor”, o que ele não nega – tem tido uma atuação muito mais agressiva do que as demais empreiteiras e cresceu de forma vertiginosa. Tem “negócios” com PT, PMDB, DEM, PSDB...
  7. Ninguém entendia muito bem porque Lula teria dado força à criação da CPI. Detonar Marconi Perillo parecia pouco para explicar uma CPI que pode abalar a República. Os jornais de hoje já dizem que o PT já pensa em recuar. De qualquer forma, como se vê, a Cosa Nostra chegou aos trópicos.


Meu pitaco:

O Brasil virou mesmo um caso da Máfia.

No seu famoso romance “O Poderoso Chefão”, Mario Puzo retrata como deveria ser “a nova visão do crime” na concepção de Vito Corleone. Para ele, o poder político era a chave e ele tudo faz para consegui-lo.

Don Corleone até mesmo abre mão de excelentes negócios, como o nascente (e promissor) comércio de drogas — rejeita a oferta porque sabe que poderia perder os políticos e juízes que tem no seu bolso — e a trama se inicia daí.

Assim como no livro de Puzo, o que assistimos é a mesma trama novelesca. Jogo, drogas, tráfico de influência, etc, tudo demanda conexões nos três níveis do Poder — Executivo, Legislativo e Judiciário — e Cachoeira está presente em todos eles. Nada mais eloquente que ter para sua defesa o portentoso doutor Márcio, o preferido por dez em dez dos escroques endinheirados de Banânia. Estão entre sua seleta clientela os Lula da Silva, os EbatistaX, além de várias figuras mensalônicas. Pode aposentar-se agora que não consegue queimar seu pé-de-meia.

Será uma cachoeira (e não um rio) que lavará as cavalariças de Brasília? Duvido. A tão cantada república brasileira não nasceu, foi um aborto desde a primeira hora. Uma piada sem graça que contaram para um marechal doente e demente, contada por uma meia-dúzia de “patriotas” insatisfeitos. Seus pés tortos estão podres; balançam sobre o solo instável onde se assentou.

Mas tranquilizem-se, nada acontecerá; nossa república de pés-de-barro está salva. Já se sente ao longe o cheiro do orégano e do molho de tomates, a mozarela tostada faz bolhas; quem talvez não sobreviva ao cardápio sejamos nós.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Entre a empulhação e o cacareco

Leio agora o blog da Cristiana Lobo e me assusto: o PR fala em lançar a candidatura do deputado Tiririca para a Prefeitura da Cidade de São Paulo! Repasso a matéria, grifos meus.

Preço alto para o PT

por Cristiana Lôbo



O PT, que contava como certa a presença do PR no palanque de Fernando Haddad em São Paulo, foi surpreendido nesta terça-feira com a possibilidade de lançamento da candidatura do deputado Tiririca ao mesmo cargo.

Além perder o tempo de televisão (de 1,20 minuto) a que tem direito o partido na campanha municipal, o PT teria mais um concorrente na disputa pelo voto do eleitor de renda mais baixa – um eleitor que votou em Dilma e, ao mesmo tempo, em Tiririca que obteve quase 1,5 milhão de votos na eleição de 2010.

O líder do PR, Lincoln Portela, diz que foi procurado pelo deputado Tiririca com a informação de que tem recebido sugestão para disputar a prefeitura paulista. Assim, o partido não teria como negar esse desejo do parlamentar mais votado na eleição de 2010. Só na Capital, disse Portela, Tiririca recebeu 436 mil votos.

- Isso ajudaria muito o PR a formar sua bancada de vereadores – disse Portela.

O PR não diz abertamente, mas está aguardando uma decisão da presidente Dilma Rousseff sobre o pedido do partido de indicar um novo ministro dos Transportes.

O partido não se sente representado pelo atual ministro Paulo Sérgio Passos e pretende indicar alguém da bancada – como Luciano Castro ou Newton Monti – para o cargo. Chegou a fixar uma data até a qual o partido vai esperar: 15 de março.


Assim não há são-paulino que aguente, como não há um brasileiro de bem que mereça essa gente! 

Se o preço é alto para o PT, imaginem o quanto não será para vocês.

Tem hora que só paulada resolve!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Notícias que já não me espantam

Leio há pouco, na edição nacional do Estadão, a notícia de que a planejada visita da presidente ao Ceará fora "abortada". Duas coisas chamaram a minha atenção na manchete: primeira, a obviedade: não há mesmo porque ir aonde não há nada para se fazer. Segunda: o termo "aborta", que me deixou em dúvida. Seria apenas para referenciar a interrupção voluntária ou acidental dos seus planos, ou uma referência ambígua à recém-empossada ministra da Secretaria Nacional de Política para as Mulheres, a ministra Eleonora Menicucci de Oliveira, que substitui a "ex", Iriny? Digo isso sem maledicência, mas porque o uso do termo, neste sentido, ser pouco comum em nosso idioma. Na dúvida, fico com a primeira. Repasso a matéria a vocês e volto em seguida. Grifos meus.

Planalto aborta visita de Dilma a obra da Transnordestina ao constatar abandono

Reportagem do ‘Estado’ flagrou na estrada de Missão Velha, no Ceará, caminhão que transportava as grades utilizadas para palanque; região também é marcada pela paralisia do projeto
Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S.Paulo

MISSÃO VELHA (CEARÁ) - Grades de proteção para afastar a multidão, toldos e um palanque foram desmontados às pressas na manhã de quarta-feira, 8, depois que a presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem a Missão Velha, no sertão do Cariri, divisa do Ceará com Pernambuco, porque o palco da festa fora montado num trecho de obra paralisada da ferrovia Transnordestina. O Planalto abortou a escala da presidente no local para evitar constrangimentos, diante da constatação de abandono da obra.


Na obra da ponte 01 da ferrovia Transnordestina, em
Missão Velha (CE), haviam somente 4 empregados.
(Andre Dusek/AE)
O Estado percorreu alguns trechos da obra em Missão Velha, que seria visitada nesta quinta-feira, 9, por Dilma. As cenas relembram o abandono já constatado pela reportagem do jornal em dezembro, quando percorridos trechos da transposição do Rio São Francisco. Na quarta-feira, ao inspecionar obras do projeto no Nordeste, Dilma afirmou que quer "obras controladas".

Na ponte 01 de Missão Velha, que está sendo construída, apenas quatro empregados foram encontrados trabalhando no local, pouco antes das 10 horas da manhã, 24 horas antes da visita da presidente. O trecho é de responsabilidade da Odebrecht.

No meio do caminho da estrada de terra que liga Juazeiro do Norte a Missão Velha, a reportagem cruzou na quarta-feira com um caminhão que transportava as grades que seriam usadas na montagem do palanque da cerimônia com a presidente Dilma.

Segundo o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Ceará (Sintepav) no Cariri, Evandro Pinheiro, dos 813 funcionários que estavam empregados no início de dezembro, nos três trechos de obras da Transnordestina, restam hoje apenas 190.

Nas obras da transposição, no Ceará, a situação é ainda pior: dos 1.525 trabalhadores registrados em novembro restaram só 299 em Mauriti, município visitado por Dilma ontem.

"Nem se percebe que tem gente trabalhando aqui. Eles (os quatro trabalhadores) estão aqui para não dizerem que está tudo parado. Aqui tinha de ter ao menos 40 ou 50 pessoas", disse o presidente do Sintepav-CE, Raimundo Nonato Gomes. "Prova de paralisação é que nem tem mais vigia na obra e o refeitório foi desativado, como vocês podem ver", acrescentou ele.

De "grande administradora e tocadora de obras", ela mostra bem para o que veio: nada! Não que me espante ao constatar o fato, até porque Dilma nunca me enganou e Lula só me enganou uma vez, o que,convenhamos, é mais que o bastante. O que me preocupa é o nada desta administração.

Nada é feito se pensando no País ou no povo, mas apenas na manutenção do status quo, na perenidade do Poder. Assim, os escassos recursos disponíveis para o melhoramento da Nação, especialmente aqueles que se destinariam ao investimento em obras de infraestrutura, educação, saúde e segurança — as únicas responsabilidades reais do Estado e sua razão de existir —, são gastos para iludir o eleitorado ignorante e idiota, mantendo-o fiel aos partidos da nefasta "base aliada" e contrito em seus currais eleitorais — prática comum no Nordeste.

Notem, falo da malversação de recursos oriundos de uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo ou de uma dívida — contraída em nosso nome — pela qual se paga a maior taxa de juros de um país investment grade que se tem notícia. A esse dinheiro caro e escasso se dá a destinação que retratada na matéria acima e naquela da transposição do São Francisco, para me limitar a dois casos concretos (?) ocorridos naquela região. Obras que reduziriam o custo Brasil, que nos tornaria mais competitivos e eficientes e que, ao final, beneficiaria a todos; não! Jamais! Só a boa e velha empulhação que manterá este governo à tona e aplainará a volta de Lula "Nosso Guia" em 2019 ou antes. Acho que no quesito burrice (que nos perdoem os asnos) somos também os maiorais.

Dilma tem se prestado bem ao papel de pau mandado. Nunca questiona ordens — como boa trotskista —, em que pese eu nunca ter sabido bem a qual ordenamento esquerdista ela seguia ou servia. O fato é que, fiel à memória de Trotsky, ela parece apologista da "militarização do Estado". E não se enganem, a patente dela é das mais baixas. Não tão baixa assim, já que chuta uma ou outra canela, mas nada que lhe dê autonomia tanto que nem "seu ministério" é dela. Pois é, para quem pensava estar elegendo "a primeira mulher-presidente" dessepaiz, lamento informar que só elegeram um "praça" — uma sargento — para o desespero das feministas e o aviltamento dos praças graduados.

Dilma é Lula 2.0 — o "dois" é por ser a segunda e "zero", bem... zero é o que ela vale.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Brasil é um avestruz: esconde a cabeça num buraco enquanto expõe o outro

Leio esta entrevista — bem na capa do Estadão de hoje — e fico pasmo. Será que conseguimos nos abaixar ainda mais? Repasso a matéria e volto depois. Grifos meus.

Antes de visita ao Brasil, Valcke cobra aprovação de lei

Secretário-geral da Fifa está preocupado com as pendências da legislação brasileira para a Copa

AE - Agência Estado

ZURIQUE - O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, inicia na segunda-feira a primeira de uma série de visitas bimestrais ao Brasil, em que se reunirá com autoridades e acompanhará o andamento das obras para a Copa do Mundo de 2014. A principal preocupação do dirigente nesse momento é Com a aprovação da Lei Geral da Copa. Antes de chegar ao País, Valcke voltou a cobrar uma rápida solução para as pendências da legislação, tratada como fundamental pela Fifa para a organização do Mundial.

"Naturalmente, porém, a Lei da Copa será a base do sucesso brasileiro na organização do torneio", disse o secretário-geral da Fifa. "Por este motivo, aproveitarei a estada no Brasil para fazer diversas reuniões com as várias partes interessadas para explicar questões específicas face a face e para garantir que possamos fechar este capítulo até março. O tempo está passando rápido como nunca e a expectativa aumenta para todos nós."

Jerome não pede; manda!
Na segunda-feira, Valcke vai se encontrar com o ministro do Esporte Aldo Rebelo, com quem discutirá a situação da Lei Geral da Copa. O encontro também contará com a participação do ex-jogador Ronaldo, membro do Conselho Administrativo do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014.

Acompanhado de Ronaldo e Rebelo, Valcke vai visitar Fortaleza e Salvador para avaliar os preparativos das duas cidades para a Copa do Mundo de 2014. Os encontros nas cidades nordestinas estão marcados para terça-feira. Fortaleza foi indicado como uma das sedes da Copa das Confederações de 2013, enquanto a capital da Bahia depende da evolução das obras da Arena Fonte Nova para receber jogos do torneio próximo ano.

"Estou muito feliz que o ministro do Esporte e Ronaldo estejam nos acompanhando nestas importantes visitas", disse Valcke. "A participação deles sublinha o compromisso conjunto de fazer da Copa do Mundo da FIFA 2014 um sucesso. As cidades-sede e os estados são parceiros fundamentais na medida em que proporcionam a infraestrutura básica. As discussões com as autoridades locais são importantes sobretudo por viabilizarem a troca de informações."

Após visitar Fortaleza e Salvador, Valcke seguirá para o Rio, onde participar de reunião do conselho do Comitê Organizador Local (COL), na quinta-feira. No encontro, o COL e a Fifa vão debater os preparativos para a Copa de 2014 e outros temas importantes, como o lançamento do slogan e da mascote oficial, o anúncio do calendário de jogos da Copa das Confederações e o sorteio da competição, que marcará também o início da venda de ingressos.

Dilma, que jurou defender e obedecer a Constituição,
passa-a à FIFA para o Blatter limpar o b...
Eu torço para que a manchete seja só um truque jornalístico para vender mais jornais, mas o mínimo que se pode dizer é que "nunca antes na história dessepaiz" a Nação foi tão ultrajada. Acho que podemos adotar a sugestão do Reinaldo Azevedo e mudar logo o nome do País para Banânia.

Quer dizer que uma organização — ainda que das mais poderosas — dita aquilo que nós devemos fazer para que "o evento seja um sucesso". Olha, Sr. Valcke, eu queria lhe dizer o que você, o seu patrão e nossos parlamentares chibungos podem fazer com essa tal "lei da copa"... Digamos que é o mesmo que se faz com um supositório, porque eu já sei o que vocês estão fazendo com nossa Constituição.

Essa Copa será a redenção de muita gente, muito dinheiro do Tesouro enriquecerá a patota do Ali Babá. Ao invés das oito (8) sedes habituais, serão doze (12), uma dúzia inteirinha, 50% a mais que nas Copas anteriores. Estádios, dentre outras obras, estão sendo construídos pelos custos exorbitantes e obscenos de costume, em cidades onde serão realizados apenas três (3) partidas, grande parte delas no Nordeste — celeiro de votos da petralhada. Alguém aí pode calcular o preço do minuto dessas pelejas? Só mesmo em Banânia, digo, no Brasil, que uma coisa assim é feita e ninguém diz absolutamente nada. Aliás, onde anda a tal oposição a este governo de gatunos? Por onde anda Aécio?

Aécio!! Cadê você?! ...

...assim por trás não dá pra ver!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Transparente como uma burka

Lembram-se de quando os petistas falavam de "transparência"? Vejam o quão opaca é a transparência deles: matéria publicada na coluna do Cláudio Humberto, grifos meus:

Está no limbo há quase 15 anos projeto de lei que obriga a divulgação do percentual dos tributos embutidos em cada produto. Os consumidores, segundo o projeto, devem ser informados do valor da carga tributária na nota fiscal do produto ou serviço, que compõe o pacotão de 35,21% em impostos. Existem mais de 20 projetos sobre o mesmo tema e 10 requerimentos solicitando inclusão na ordem do dia para votação. Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo, alega que só pode aprovar a matéria após consenso sobre a reforma tributária. Ou seja, nunca.

O Brasil atingiu o recorde de R$ 1,5 trilhão de impostos pagos em 2011. É emergente com a maior carga tributária do planeta.

Nem há o que falar. Esse pessoal não entrou para o governo para consertar malfeitos, como gosta de dizer a presidenta, mas para institucionalizar o roubo, a corrupção e se perpetuar no poder. Eu aviso: eles jamais serão removidos de lá pelo voto — já controlam esse processo também —, mas apenas e tão somente pelo uso e emprego da força.

Este é um argumento que eles entendem e temem, mas você pode continuar pensando que nas próximas eleições "o exercício democrático da cidadania" prevalecerá. Não! — será mais do mesmo — porque não há Democracia sem oposição nem alternância de Poder.

O bom político é aquele que teme seu eleitorado.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Em tempo de "recesso da roubalheira" - 6

Que "lei da palmada" que nada! Nesse Congresso, só batendo!
São mimados, malcriados, voluntariosos e corruptos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Quando a hienas riem

Algo separa o país que trabalha do país que governa. Vejam esta matéria da Exame (grifos meus):

Se geração de emprego melhorar 'estraga', diz Mantega
Para ele, "a população brasileira nunca esteve tão bem servida de emprego"
Quando os governantes começam a rir
é chegada a hora do povo se preocupar.

Mesmo com a desaceleração do ritmo de contratações neste ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a geração do emprego foi muito boa e que "se melhorar, estraga". Ele acrescentou ainda que se o desempenho do emprego fosse igual ao verificado em 2010, faltaria mão de obra.

Para ele, "a população brasileira nunca esteve tão bem servida de emprego". "Dois mil e doze vai ser melhor do que 2011", frisou. "A população pode confiar que vai ter emprego", acrescentou. O ministro destacou ainda que normalmente nos meses de dezembro existe um número maior de demissões por conta da contratação de temporários.

Mantega comentou ainda a taxa de desemprego do IBGE, que chegou a 5,2% em dezembro - a menor da série histórica. "Talvez seja o melhor atributo de um país". Isso porque, países como Estados Unidos e os europeus estão convivendo com elevadas taxas de desemprego. Para Mantega, "2011" foi excepcional na geração de empregos.

No último dia 20 eu publiquei uma matéria sobre a queda no nível de emprego com base nos dados do CAGED, cujo eloquente gráfico reproduzo aqui mais uma vez:


Ministro, largue o "baseado" e caia na real: há muito para ser feito e os únicos empregos que seu governo tem criado são aqueles na Esplanada: 39 ministérios e crescendo! Era a esses empregos que você se referia, não é?!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Moonwalking 2: "O espetáculo do crescimento"

O tempo passa, o tempo voa, e vai ficando cada vez mais claro que o tal "espetáculo" foi mesmo apesar e não por causa de Lula, de Dilma e do PT. Em outras palavras: eles nunca tiveram competência; tiveram sorte! Lembrando até o que dizia o Jabor, cada vez que se falava da herança-maldita-do-governo-anterior, ele retrucava: vocês receberam uma herança bendita! E foi mesmo! Receberam, usaram e jogaram fora; como se faz com um papel higiênico sujo de... de... de merda! O lulo-petismo foi uma merda para o País, um atraso. Foi, não! Foi e ainda é!

Crescimento do PIB brasileiro (Fonte: IBGE) — Clique para ampliar
"Nunca antes na história dessepaiz" retrocedemos tanto. Retrocedemos mais ainda porque poderíamos avançar muito e alternamos entre crescimentos pífios e crescimento nenhum. Sabe-se agora que o que avançamos foi mais por inércia, o crescimento latente herdado dos governos FHC, do que algo feito pela gestão Lula e, agora, pela gestão Dilma. Na chamada "Era Lula" nos especializamos em ser a rabeira: somos a rabeira dos BRIC (na minha opinião, CRIB); a rabeira da América do Sul e nos safamos da América Latina porque nela tem o Haiti. Reparem no gráfico acima: Lula, que não teve uma única crise em seu governo (FHC teve 4, que me lembre), teve desempenho inferior a Itamar (93-94) que enfrentou e venceu a inflação. FHC consolidou o Plano Real, apesar das crises internacionais já mencionadas. Entregou o País saneado e em marcha de crescimento. Lula pegou a onda em 2003 e surfou até 2010; passou a prancha para Dilma já na areia. E como tudo que sobe tem que descer, a marolinha que Lula desdenhou veio detonando nossos índices, então tão promissores. Viram a década de 70? Naquela época o Brasil era o que a China é hoje...

9 anos de governo "progressista" e o Brasil despenca morro abaixo.

Lamentavelmente, a única coisa que tem crescido, consistentemente, é a corrupção e ela é a maior causa dessa nossa vocação para o desastre. A corrupção não é uma exclusividade de governos petistas (ou de esquerda), claro que não; corrupção é como a gripe — universal e onipresente — existe em todo lugar, em todo governo, em toda coisa. Mas o leitor há de convir, nestes governos petistas, ela — a corrupção — foi elevada a um novo patamar. Digamos que usaram de muita expertise para tornar a corrupção uma "coisa" de governo. Foram além do mero profissionalismo (banditismo?); eles não se limitaram a profissionalizar a corrupção: eles a institucionalizaram. A corrupção foi elevada à categoria de INSTITUIÇÃO no Brasil. É... eu sei que soa terrível, mas não sou o único a dizer isso nem o primeiro.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sou contra!

Não se pode olhar para isto e achar que é normal. ISTO NÃO É!



CORRUPÇÃO: ou nos indignamos JÁ ou o País vira isso aí.


Por exemplo, nós podemos dizer NÃO para este estado de coisas, porque há muito que não é só o butim do PT — toda a canalha que dá suporte a este governo aí, e que deu suporte ao governo anterior —, está metendo a mão sem cerimônias. É preciso por um fim nisso rápido, ou acabaremos vivendo numa toca de ratos. Eu não quero, não vou e sou contra!
 
Corrupção deveria ser o maior dos crimes hediondos; inafiançável e imprescritível.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Abrir janelas; bater o pó; enxotar porcos, ratos e baratas e deixar o sol entrar

Uma da minhas leituras prediletas é a The Economist. Ultimamente, este periódico tem falado bastante sobre os ventos que sopram aqui. Um artigo do último dia 26 chamou-me a atenção e repasso a vocês na íntegra. Para os pouco versados no Inglês, usem este link para uma tradução automática (sofrível) para o Português. Depois dou meu pitaco; grifos meus.

Cleaning the Brasília pork factory
In a never-ending telenovela of sleaze, Dilma Rousseff is tackling the excesses of patronage politics but not yet the underlying system


BY NOW Brazil’s president, Dilma Rousseff, must be finding the script wearily familiar. First come the corruption allegations, then the indignant denials, more evidence, equivocation and retractions—and finally another of her ministers has to walk. Since June Ms Rousseff has lost her chief of staff and the ministers of transport, agriculture, tourism and sport, variously accused of influence-peddling, bribe-taking, signing fraudulent deals with shell companies and diverting public funds into party coffers or their own pockets. Now Carlos Lupi, the labour minister, has become the latest to look as if he is heading for the exit.

He is accused of presiding over a department that charged kickbacks for government contracts, of personally accepting free flights from one of those contractors and of siphoning off public money to semi-phantom non-governmental organisations (NGOs). Mr Lupi’s response was pugnacious. He did not know the man in question and had never flown with him, he said. The only way to get him out of his ministry, Mr Lupi added, would be to shoot him (“and it would have to be a big bullet, because I’m a big guy”). Then came photographs of him with both businessman and plane. His defenestration seems to be a matter of time. Barring new revelations, he may go in a wider cabinet shuffle expected early in the new year.

The faxina (“housecleaning”), as Ms Rousseff’s removal of allegedly light-fingered ministers has come to be known, is popular. The latest opinion polls put her and her government’s approval ratings at record highs. But it merely scratches the surface of a problem with roots in the way that politics has developed in Brazil. All presidents since democracy was restored in 1985 have had to form variegated coalitions to obtain legislative majorities. But, complained Fernando Henrique Cardoso, a former president, earlier this month, a “system” has now developed under which parties demand ministries in return for their votes, and then use the public funds they thus gain control of to expand their membership.

The 513 seats in the lower house of Congress are now divided between 23 parties. Ms Rousseff’s governing coalition comprises ten of them, commanding 360 seats (an 11th, with 40 legislators, left after the transport minister was sacked). Several of its smaller members have no discernible aim other than to grow fat on public money. The biggest, the Party of the Brazilian Democratic Movement, an alliance of regional power brokers, switched to join her predecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, after he won in 2002 and will stay only as long as it suits. “We have a strong president who is unable to do anything without support in Congress,” says Sylvio Costa of Congresso em Foco, an anti-corruption watchdog. “And that support must be bought.”

When the solution found by Lula’s party managers in his first term—paying parliamentarians for their votes—came to light, the resulting outrage nearly brought him down. With cash ruled out, ministries and other grace-and-favour appointments were left as the main political currency. That led to ministerial inflation: Lula’s cabinet grew from 26 in 2003 to 37 when he stepped down last year. Some parties seem to have run “their” ministries for profit. The Communist Party, for example, has held the sports ministry since Lula took office. Under Orlando Silva, forced out shortly before Mr Lupi’s travails began, it is alleged to have demanded kickbacks on some contracts and funnelled money to affiliates through fake NGOs.

Some 25,000 jobs, including board and managerial posts at state-controlled firms and pension funds and in ministries’ regional offices, are also in the president’s gift. A senior official points out that 20,000 of these go to career civil servants, not party hacks. But the two are not mutually exclusive, points out David Fleischer, a political scientist at the University of Brasília. The test comes when a new party takes the presidency, as when Lula took office, he says. Then there was a wholesale clear-out. By the end of Lula’s second term a big share of senior managers in the federal administration and at state pension funds were trade unionists or members of his Workers’ Party (PT).

Ms Rousseff has shown little sign that she is interested in making radical changes to this political-patronage system. She has already added a 38th cabinet member (the boss of a new civil-aviation agency) and plans a 39th (a minister for small businesses). To streamline the government bureaucracy, officials place their faith in a new public-management council, chaired by Jorge Gerdau, a businessman. There is talk that some ministries may be consolidated. To go much further, the president would have to cut the number of ministries held by her own party (currently 18), and that looks unlikely.

More plausible is that Ms Rousseff will simply continue to sack the most egregious sinners as they are brought to her notice. She has been more parsimonious than Lula in disbursing funds for budget amendments pushed by individual legislators. Already her crackdown on ministerial miscreants has cut off the main (illegal) source of cash for small political parties, points out Alberto Almeida of Instituto Análise, a consultancy in São Paulo. Over time that might prompt a much-needed consolidation of the political system.

Officials insist that the government needs a large political base to be able to approve important legislation, such as a new oil-royalty law. They talk, too, of tax and pension reform. But much of Ms Rousseff’s political agenda—improving education and health, eliminating extreme poverty, and investing in infrastructure—does not require congressional approval. She could afford to be more radical in her political clean-up.
Eu gostaria de ler mais sobre o Brasil na The Economist, não necessariamente na linha do artigo acima, mas é que de lá também só se vê a lama de Brasília. Aquele namoro entre os dirigentes dos países mais ricos e avançados do mundo e o Lula Lelé, acabou. Eles se cansaram do mascote exótico e Dilma, a outra, não serve — não tem nada de fofinha e não fica bem em nenhuma foto.

O ano que passou (falta pouco, mas já se foi) foi dedicado à faxina. Na verdade, não foi bem assim, Dilma apenas reagiu às denúncias da mídia, nada mais. Por ela e pelo seu governo, tudo ficaria como recebeu do antecessor, uma Herança Bendita: cada um com sua(s) teta(s) e ela com os votos. A oposição cumpre o seu papel deficiente com maestria — não só não parece que existe, como não existe de fato; uma vergonha. Mas a mídia (sempre a mídia) não se conforma e insiste em por dedos nas feridas. Não é por outra razão que Lula e staff sempre quiseram calar a Imprensa, felizmente sem sucesso (por enquanto).

Agora, de volta ao texto, peço atenção para o último parágrafo. Ele sintetiza bem como é difícil para os outsiders entender o Brasil (e não é para entender mesmo!). Lá diz que "o governo necessita uma ampla base legislativa para aprovar legislações importantes necessárias para a execução do seu programa" e dá exemplos: "reforma tributária, previdenciária e royalties do petróleo", mas termina por afirmar que "melhorar a educação e a saúde, eliminar a pobreza extrema e investir em infraestrutura não dependem de aprovação do Congresso!" Ora, este é exatamente o programa do governo Dilma, então, não seria preciso aturar toda e qualquer roubalheira como pretexto para cumpri-lo; essa desculpa não mais serve. Então, se não há pretexto, a única finalidade dessa roubalheira é apenas e tão somente o roubo em si, a apropriação do erário para uso próprio e exclusivo; não há outra leitura possível. Daí que o artigo da The Economist arremata: "ela poderia ser mais radical na sua faxina política."

Opa! Faxina Política radical é aqui mesmo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A sensação do dever cumprido

Ao apagar das luzes do seu primeiro ano de governo, Dilma sente a sensação do dever cumprido.

Agora Dilma, senta e balança.
Nunca antes na história desse País — royalties para Lula, o criador da criatura —, um governo realizou tão pouco (melhor, NADA!) em tão longo tempo. Uma nulidade absoluta seria um tantinho maior.

Não! Eu minto! Produziu uma miríade de escândalos de corrupção, todos ligados diretamente ao seu (?) Ministério, quase todos relacionados a desvios de verbas para capitalização indireta dos partidos da base aliada.

Espera-se agora pela reforma ministerial... Entretanto, como imaginar que uma pessoa que não soube fazer seu Ministério — parte foi herdada do governo anterior (herança maldita?), parte foi moeda de troca pelo "apoio" dos partidos da base aliada —, vá saber como fazer ajustes. Vocês confiariam a reforma de suas casas ao pedreiro responsável por ela ter caído por sobre suas cabeças?

Eu me atrevo a dar uma sugestão: extinção da maioria deles. Ressalvados aqueles que realmente têm importância (em ordem alfabética) — Agricultura & Reforma Agrária; Defesa; Educação & Cultura; Fazenda; Interior; Minas & Energia; Planejamento; Relações Exteriores; Saúde; Trabalho, Indústria & Comércio. Pronto! Dez ministérios são mais que suficientes e é tudo que o País precisa. FHC começou com essa bobagem de criar muitas Pastas para contentar sua base e encher aquela enorme mesa de reuniões — um pavão em meio a perdizes.

Deu no que deu! Depois de Lula, e agora com Dilma, já batemos na porta do ministério 40; se Lula voltar, chegaremos ao ministério 51. Imaginem como seria a reunião ministerial — uma Babel. Dilma e Lula nunca presidiram nada, brincaram de "Seu Mestre Mandou" no Planalto com nosso dinheiro.

Até quando, Brasil?

Amarelou

Só nos sobrou o Chapulin Colorado

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Incêndio

Circula pela Internet uma dessas fábulas dos tempos modernos. Recebi uma dessas hoje e resolvi repassar a vocês.

Um prédio de 4 andares foi totalmente destruído pelo fogo; um incêndio terrível. Todas as pessoas das 10 famílias de sem-teto que haviam invadido o 1º andar — filhos de presidiários que ganham salário de R$ 850,00 — faleceram no incêndio.

No 2º andar, todos os componentes das 12 famílias de retirantes que viviam dos proventos do "Bolsa Família", também não escaparam.

O 3º andar era ocupado por 4 famílias de ex-guerrilheiros, beneficiários de ações bem sucedidas contra o Governo; todos filiados a partidos políticos da Base Aliada e com altos cargos em estatais e empresas governamentais. Também faleceram.

No 4º andar viviam engenheiros, médicos, advogados, professores, empresários, bancários, vendedores, comerciantes e trabalhadores com suas famílias. Todos escaparam.

Imediatamente, a Presidenta da Nação e toda a sua assessoria mandaram instalar um inquérito para que o Chefe do Corpo de Bombeiros local explicasse a morte dos "companheiros" e o porquê de somente os moradores do 4º (e último) andar terem escapado. O Chefe dos Bombeiros respondeu:

"Eles não estavam em casa. Estavam trabalhando."

É óbvio, assim como em toda fábula, tratar-se de uma ficção, mas "historinhas" como esta traduzem o imenso desconforto que as ações populistas e eleitoreiras, fundeadas com recursos do erário, causam na parcela da população que trabalha, paga impostos e não elegeu ou coaduna com esses governos.