sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Amenidades - 3




Meu pitaco (e regra de ouro):

NUNCA APLIQUE SEU DINHEIRO NO GOVERNO (OU EM ESTATAIS): o mais provável é eles te pagarem com INFLAÇÃO.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Botando ordem na orgia


Como no livro "A Filosofia na Alcova" do Marquês de Sade, Luiz Carlos Trabuco (que não se perca pelo nome), presidente do Bradesco, resolveu enquadrar a presidenta Dilma e todo o seu governo de uma só vez e, pelo que se noticiou, chutou a porta e berrou: "VAMOS POR ORDEM NESSA ORGIA!"

Políbio Braga noticiou assim (grifos meus):

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, padrinho do ministro Joaquim Levy, foi hoje ao Planalto, fora da agenda, e enquadrou Dilma Rousseff.

A partir de agora ela será obediente , fará o ajuste fiscal e buscará superavit de 0,75% do PIB.

Bradesco dixed.


Bah, chê!


Meu pitaco:

Eu confesso que tinha minhas dúvidas, mas depois dessa aí já sei quem é o Presidente dos "presidentes"...

Trabucos, mas só o do Bradesco atira

Retaliando o "meu malvado"


Acabo de ler no Diário do Poder a seguinte matéria, grifos meus:

PF busca notas fiscais apresentadas por Cunha
Policiais queriam notas fiscais de despesas de Eduardo Cunha

Discretamente a Polícia Federal fez nova varredura, na segunda-feira, na Câmara dos Deputados: buscava no setor de verbas indenizatórias as notas fiscais apresentadas pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de cobrar propina no âmbito da Operação Lava Jato. A “batida” ocorre um dia após Cunha desprezar a tentativa de reaproximação de Dilma, gesto considerado tardio e desastroso.

Logo pela manhã, o departamento foi tomado por agentes da Polícia Federal, que vasculharam notas dos mandatos de Eduardo Cunha.

A PF, subordinada ao Ministério da Justiça, não comenta investigações em curso. Mas, na Câmara, a ação foi vista como “retaliação”.

O que chamou atenção foi a coincidência da “batida” acontecer apenas um dia após Cunha rechaçar a tentativa de reaproximação de Dilma.

O presidente da Câmara foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República após ser acusado de receber US$ 5 milhões no Petrolão.


O governo se mostra completamente desconcertado. Batem-se cabeças, gritam-se ordens, mas ninguém se entende. O último reduto de lucidez que era o Temer (ao qual muitos já se referem como Itemer numa alusão a Itamar Franco, vice-presidente que sucedeu Collor após seu impeachment) foi fritado sem qualquer cerimônia pelos acólitos da presidenta, Aloízio "I Love Me" Mercadante à frente, José Eduardo Cardozo logo atrás.

Como Temer não tem vocação para Joaquim Levy, mandou Dilma ir passear e foi para o Torto. Procurado novamente pela governanta para reassumir a "coordenação política", deve ter-lhe aconselhado um tratamento psiquiátrico antes de despachá-la com um NÃO. Afinal, ela alterna seu estado emocional com tal frequência que já pode ser medido em kHz.

Desprezada e inconsolável — afinal, ela não pode atirar um cinzeiro no vice-presidente (!) —, foi procurar ninguém mais, ninguém menos que Eduardo Cunha — "meu malvado predileto" —, que ouviu pacientemente as queixas e propostas da chefe do Executivo. De volta à Câmara, Gru, isto é, Cunha fez o seu melhor: infernizar o governo num jantar anti-Dilma com a oposição, enquanto retira o PT e partidos satélites das comissões da Câmara. Acho que isto explica a polícia e o...

"CORTEM-LHE A CABEÇA !!"


Meu pitaco:

Este governo já acabou há tempos. O que sobrou são fatos episódicos entre um e outro oximoro. E não importa o quanto grite a "Rainha de Copas", nós sabemos como a história termina.

Rindo por último - 70


(make it double!)

Primeira dose: O Orçamento


Segunda dose: Dobrando a meta orçamentária


Meu pitaco:

O governo Dilma pretende cobrir o deficit taxando bebidas e eletrônicos...
...que manterá a oposição acesa e os MAVs desaparelhados. Ha! Ha! Ha!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Perguntar não ofende - 9



A pantomima do "orçamento negativo", first of its name...

Rodrigo Janot — o que nunca me enganot — disse há tempos que a governanta Dilma não podia ser investigada por conta do parágrafo 4º do Artigo 86 da Constituição: “O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.” Há controvérsias, mas vamos lá...

Pelo pouco tempo em que cursei Direito, aprendi que há sensível diferença entre "investigar" e "responsabilizar", mas Janot, o procurador-geral da república (que nada acha) diz que não. Aliás, é bom que se diga, prerrogativas discricionárias de personagens jurídicas como os "procuradores-gerais" foi um dos motivos que me fez abandonar o tal curso. Eu jamais aceitaria participar de um sistema jurídico que não tivesse a Justiça, se não como destino, ao menos como meta. Leis que não promovem a Justiça são desperdício de papel, tinta, tempo e dinheiro.

De volta ao que diz e faz a governanta, foi apresentado ao Congresso o primeiro orçamento com deficit primário. Pasmem, é uma admissão de crime POR ESCRITO do Planalto! O tal "orçamento negativo" fere a lei de Responsabilidade Fiscal, já que Dilma pretende gastar o que não tem e arrecadação. Dilma joga com a aquiescência do Legislativo ao qual promete (mas não entregará) meio bilhão de reais. Renan já avisou: não vai devolver o orçamento à Dilma, azeitado que foi pelo procurador recém sabatinado e reempossado.


Minha pergunta:

E agora, Janot? O crime de que falo acima é suficiente para investigar a presidenta Dilma? Responsabilizá-la? Ou é mais um para sua gaveta de conveniências?

Convenhamos, senhor procurador-geral, que este crime foi cometido NESTE mandato da sua presidenta, ou o senhor vai também dizer que NÃO É CRIME?