sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Perguntar não ofende - 16



O site do Políbio Braga noticia hoje (grifos meus):

Aos brados, Gilmar Mendes chama Lula de bêbado

A acusação contra o ex-presidente Lula, feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, ocorreu na festa de aniversário da ministra Katia Abreu, segundo o colunista Ilimar Franco, O Globo de hoje.

Escreveu Ilimar:

Aos brados, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes chamou o ex-presidente Lula de “bêbado”.

Foi anteontem, no aniversário da ministra Katia Abreu (Agricultura). 

Segundo o relato do jornalista, Lula chegou embriagado em São Paulo para prestar solidariedade às vítimas do acidente da TAM, em Congonhas, ocorrido em outubro de 1996. A tragédia acabou com 99 mortos.

A declaração de Gilmar causou "constrangimento geral" público entre os convidados, mas não surpreendeu a maioria que conhece Lula. 


Minha pergunta e meu pitaco:

Gilmar pode ter sido "constrangedor", afinal era um conviva em festa alheia, mas pergunto: faltou com a verdade? Acho que não. Aliás, é bom observar: chamar Lula de bêbado soa pleonástico.

O jornalista Ilimar Franco de O Globo, autor da "notícia" (fofoca, na verdade), salienta o constrangimento causado pela narração do fato verídico, mas se omite de adjetivá-lo. O ato do então presidente solidarizar-se às vítimas de um dos piores acidentes aéreos da nossa história embriagado como um gambá deve ser "algo prosaico" na visão do colunista. Assim é a nossa grande mídia politicamente correta (ou seria petisticamente conveniente): fecha os olhos aos pulhas enquanto critica aqueles que os reprovam. Plin, plin… fez a registradora…


Links:


Não tem preço - 8


Leio no site do Políbio a reprodução de um artigo do Augusto Nunes com uma auspiciosa notícia de um assunto já tratado aqui há algum tempo. Vejam:


A derrota do reizinho (Lula) prepotente e do banqueiro sabujo (Santander)

Há duas semanas ─ um ano, cinco meses e vinte dias depois de perder por ordem de Lula o emprego no Santander ─, Sinara Polycarpo Figueiredo ganhou a segunda etapa da batalha judicial travada contra o banco que a demitiu. Neste 21 de janeiro, a juíza Cynthia Gomes Rosa, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, manteve a sentença expedida em agosto de 2015 pela juíza Lúcia Toledo Silva Pinto Rodrigues, que condenou a instituição financeira a pagar uma indenização de R$ 450 mil por danos morais infligidos à funcionária castigada por ser honesta.

Ao recorrer da decisão em primeira instância, o Santander apenas adiou a consumação da derrota. Não há como inocentar o comando do banco, grita a reconstituição do monumento à subserviência que começou em 10 de julho de 2014, quando um documento produzido pela área chefiada por Sinara foi distribuído entre um grupo de clientes com renda mensal superior a R$ 10 mil. Na sentença, a juíza Lúcia registrou que o texto se limitara a endossar “constatações uníssonas entre os analistas do mercado financeiro e nas diversas mídias independentes sobre investimentos”.

(...)

Lula e seus sequazes acham que, numa campanha eleitoral, o único crime é perder. O resto pode. Matar a mãe, por exemplo. Ou afanar a poupança da avó. Previsivelmente, o chefão fingiu enxergar num papelório inofensivo a prova material de que até bancos estrangeiros estavam envolvidos na conspiração urdida para encerrar a supremacia do PT. A ofensiva contra o diagnóstico do Santander começou assim que cópias do documento chegaram à imprensa. E atingiu o climax com o ataque em pinça executado por Dilma e Lula em 28 de julho de 2014.

(...)

A juíza Lúcia Toledo Silva Pinto Rodrigues entendeu que o banco maculou a carreira profissional de Sinara ao retratar-se publicamente pelo ocorrido. Concluiu, também, que o Santander foi longe demais ao agachar-se diante de Lula. Confira um trecho da sentença:

“O Banco reclamado foi sim submisso às forças políticas ao demitir a reclamante. Somente demonstrou a parcialidade da instituição em atender os interesses políticos que estavam em jogo na época por conta da eleição e a falta de comprometimento perante seus clientes investidores que, se acreditassem na assertiva de que a economia seguiria a ‘bem-sucedida trajetória de desenvolvimento’, fatalmente amargariam prejuízos financeiros, dada a retração da economia e a desvalorização do nosso câmbio e dos ativos negociados na bolsa de valores”.


Meu pitaco:

Fazer justiça aos injustiçados não tem preço! O finado Emilio Botín deve estar rogando pragas a Lula da sua tumba. Que peguem todas!


Links:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Petistas, tucanos, ou o que mais?


A notícia dada no vídeo logo abaixo é do blog do Josias de Souza. Vale conferir. Comento em seguida.



Meu pitaco:

Quando Raymundo Faoro se referiu ao "estamento burocrático" era a isto aí acima (também) que ele tinha em mente. Não, não estou me referindo à corrupção de petistas, peessedebistas e que tais. Na minha cidade o prefeito é do PP e está entre os mais corruptos e pilantras que já passaram aqui.

Assim, não se resume a siglas partidárias os males do País. Trocar um partido velho por um partido novo (existe até um com este nome) NÃO VAI MUDAR NADA!

É o ESTAMENTO — toda a estrutura do sistema — que está PODRE. É por isso que não se constrói sobre areias porque elas não oferecem sustentação para a casa. Também não se constrói (ou se reconstrói) sobre alicerces frágeis ou carcomidos — a nova construção RUIRÁ inapelavelmente. É preciso remover a edificação ou seus escombros, e INCLUSIVE OS ALICERCES. Do nada que ficar, aí sim, CONSTRUIR UMA CASA SÓLIDA.

Quando se deu a substituição do governo João Goulart em 1964, a situação reinante era INFINITAMENTE MENOS PIOR que a atual. A despeito de algumas "guerrilhas", brincadeiras de criança comparadas ao MST de hoje, o que tínhamos era um presidente despreparado, grupos de pressão em luta pelo poder e uns poucos agitadores. Tomadas as rédeas, o País se ajustou rapidamente. E agora? Agora parece não termos rédeas a tomar, a casa está em escombros, os alicerces carcomidos e imprestáveis…

SABEMOS O QUE É PRECISO FAZER!

O QUE NOS FALTA? CORAGEM?


E agora Faustão?


Está no Estadão de hoje (grifos meus):

Jac Motors corta investimento em fábrica na BA

Montadora chinesa decidiu sair da sociedade com grupo brasileiro; em vez de R$ 1 bi, projeto terá investimento de R$ 200 mi.


Meu pitaco:

Vocês ainda se lembram do Faustão anunciando na Globo o automóvel Jac J6, aquele que "já vem com tudo" e que era baratim ? Pois é, parece que não vai rolar... Que "projeto" industrial se viabiliza com apenas 20% do montante necessário?

"A vida imita a arte…" A cápsula que virou sarcófago.

Agora, na boa (como dizem os jovens), vocês comprariam alguma coisa anunciada pelo Faustão? Dele, não compro nem um alfinete de fraldas, principalmente se for chinês.


Links:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O que aconteceu com a nova classe média?


Não sei se vocês se deram conta, mas já faz um bom tempo que a expressão “nova classe média” sumiu da mídia (ou da imprensa como querem os puristas). Tão esgrimida em 2014 e anos anteriores, arrogantemente usada pela presidenta para ensinar ao mundo "como é que se fazia aqui", agora anda esquecida, ninguém mais fala dela. O que aconteceu com a nova classe média?

Leio no IDG Now! o seguinte (parcial, grifos meus):


Telefonia móvel perde 22,94 milhões de linhas ativas em um ano

Brasil encerrou 2015 com 257,79 milhões de acessos móveis. No fim de 2014 eram 280,73 milhões de linhas ativas, segundo a Anatel


O Brasil encerrou 2015 com menos 22,94 milhões de linhas celulares ativas, segundo dados divulgados pela Anatel. A agência registrou 257,79 milhões de linhas ativas em dezembro de 2015, contra 280,73 milhões em dezembro de 2014.

A perda foi entre as linhas pré-pagas, que em 2014 eram 212,93 milhões e em 2015 totalizavam 184,54 milhões. Nem mesmo o expressivo crescimento dos pós-pagos (de 67,80 milhões de linhas ativas em 2014, para 73,25 milhões de linhas ativas em 2015) foi suficiente para compensar a quantidade de pré-pagos desativados.


Clique para aumentar

Resultado: a teledensidade, que em dezembro de 2014 era de 137,96 acessos por 100 habitantes, caiu em dezembro de 2015 125,66 acessos. As maiores quedas foram registradas nas regiões com maior concentração populacional, como o Sudeste e o Sul, e também no Centro-Oeste, por conta de Brasília, que viu sua teledensidade encolher de 217,82 linhas por 100 habitantes em dezembro de  2014 para 191,21 linhas em dezembro de 2015.


Meu pitaco:

Eu poderia citar qualquer outro exemplo, mas preferi os celulares porque nesses dias uma pessoa fica sem comer mas não abre mão do celular. A queda é justamente na modalidade preferida pelas classes mais pobres. O exemplo é, por assim dizer, bastante eloquente, mas não está só…

No eleitoreiro “Minha Casa, Minha Vida”, o segmento Faixa 1 (o mais baixo), para famílias de renda até R$1,6 mil, apresenta os maiores níveis de inadimplência do programa: (17,5% em 2014, 22% no 1º semestre e 25% no 2º de 2015). É bom notar que o Programa praticamente dá o imóvel para o mutuário Faixa 1 (mais informações nos links abaixo) e ainda assim é nele que se apresenta o maior calote. Por que? Em minha modesta opinião porque eles, os mutuários, não têm ou perderam seus empregos, sua renda. O Partido dos Trabalhadores (faz-me rir) deveria ter dado condições reais para geração de postos de trabalho mas preferiu comprar votos com dinheiro público, isto é, nosso dinheiro, aquele que já se acabou.

Ao contrário do que se pensa, é na camada mais pobre que o alfanje corta primeiro e mais rente. Basta olhar para a tabela acima para ver que é nos Pré-Pagos que ocorre a queda brutal, e que se acelera à medida que o ano avança.

O leitor atento também deve ter notado uma melhora no trânsito, ainda que discreta. A miríade de calhambeques sumiu quase que totalmente. O pobre pode até ainda ter o seu, mas já não há dinheiro para a gasolina, para os impostos e as multas. Na verdade, nunca houve!, mas deu para enganar por um tempo.

O PT acena com mais e maiores impostos como forma de corrigir o problema. Eles são mesmo uma casta de salafrários que não faz esforço nem para roubar. São pródigos em atirar migalhas aos necessitados e bilhões nos próprios bolsos. E eles continuarão a fazer assim enquanto NÓS permitirmos, isto é, NÓS precisamos nos conscientizarmos de que ratos e baratas jamais abandonam nossa casa voluntariamente — precisam ser exterminados!

E quanto a nova classe média? O que se deu? Para onde foi? Ora, como na história da Cinderela, o relógio já tocou a meia-noite, a carruagem virou abóbora e só ficaram os ratos. O baile e os sapatos de cristal só duraram até o fim da campanha eleitoral.


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