segunda-feira, 21 de março de 2016

Debandada, "pero no mucho"


Vejo nota d'O Antagonista que repasso na íntegra (grifos meus):

A debandada
Diogo Mainardi

O Vem Pra Rua fez um Mapa do Impeachment.

Ele mostra o voto de cada deputado a respeito do afastamento de Dilma Rousseff.

Desde que a ferramenta foi inaugurada, no mês passado, 97 parlamentares mudaram de lado e passaram a apoiar o impeachment.


Meu pitaco:

Não sei se a metodologia do tal mapa é precisa e nem me interessa. Acho essas tiradas midiáticas inócuas — produzem mais desinformação que orientação. Definitivamente, não me guio por elas.

Não foi diferente no impeachment do Collor. Muita gente virou a casaca lá no plenário, na hora do vâmo vê, só pra ficar bem na fita e manter o cargo na legislatura seguinte. Se vocês se derem ao trabalho de verificar, verão que o voto fatal foi de um ex-cupincha do governo Collor.

Voltemos ao mapa e ao problema real. Os números que lá estão são decepcionantes, e não é para menos. Obter dois terços de um plenário cuja maioria é formada de gente venal, desonesta e criminosa, só ocorrerá quando estes sacripantes sentirem que é chegada a hora de salvar o próprio rabo. Se assim não for — lamento dizer — é missão impossível. À Dilma basta ter (comprar?) 107 deputados (o mapa diz que ela tem 123), ou seja, o processo nem passaria da Câmara. E se passar, bastaria comprar 28 senadores (o mapa diz que ela já tem 20).

A moral dessa história é que NADA MUDARÁ, caia o governo ou não. Não é suficiente mudar apenas o Executivo. É preciso mudar TODOS OS PODERES DA REPÚBLICA, a forma COMO SÃO ELEITOS e até mesmo o FUNCIONALISMO APARELHADO, que com os mandantes formam o estamento burocrático.

O trabalho é difícil mas não é impossível. Quanto antes começarmos, quanto antes terminaremos.


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